Rotina alimentar infantil: 4 mitos sobre horários, pedidos e “produtos para criança”
Comer só quando pedir, sem rotina e com produtos “infantis”: entenda 4 mitos que atrapalham apetite, autonomia e escolhas alimentares na infância.
MITOS & VERDADES
Rachel Francischi & Ana Federici
1/28/20263 min read


O que mais dá errado não é o prato — é a estrutura. Muitas dificuldades alimentares não começam no “o que a criança come”.
Começam em como a rotina se organiza: beliscos, ausência de previsibilidade, pouca oferta variada e muito marketing travestido de “infantil”.
Oferecer alimentos somente quando a criança pedir é um bom método? Mito.
Respeitar sinais de fome e saciedade é essencial. Mas isso não significa deixar a rotina “no improviso”.
Crianças precisam de previsibilidade. Estrutura reduz ansiedade e facilita experimentar.
Na prática, o que fazer no dia a dia
• Tenha momentos claros de refeição e lanche.
• Evite “beliscar o dia inteiro”.
• Ofereça variedade com constância, sem pressão.
Exemplo real de rotina
A criança não pede almoço porque está entretida. Depois, pede biscoito às 16h e chega sem fome no jantar.
Quando vale procurar ajuda
Se a família sente que “vive correndo atrás de comida” o dia todo.
Crianças não precisam de horários definidos para comer? Mito.
Horários (flexíveis, mas existentes) ajudam a criança a reconhecer fome e saciedade. Rotina é um organizador do corpo e do apetite.
Na prática, o que fazer no dia a dia
• Defina 4–5 momentos alimentares.
• Entre eles, água sempre disponível.
• Ajuste a janela conforme escola e sono.
Exemplo real de rotina
A criança “come pouco nas refeições”, mas belisca sem parar. Não é falta de fome — é falta de janela.
Quando vale procurar ajuda
Quando há muitas queixas de “não come nada” com belisco constante.
Produtos industrializados infantis são necessários para o crescimento? Mito.
Criança não precisa de “linha infantil” para crescer bem. Muitas vezes, esses produtos são mais caros e menos interessantes nutricionalmente do que comida simples.
Na prática, o que fazer no dia a dia
• Lanche básico: fruta + água + um complemento simples.
• Tenha “plano B” real: pipoca, pão, ovo, iogurte natural, etc.
• Use o marketing como sinal de alerta, não como garantia.
Exemplo real de rotina
A família compra vários “snacks infantis” por praticidade, mas a criança passa a recusar comida de verdade.
Quando vale procurar ajuda
Se a rotina depende demais de produtos prontos por falta de repertório de lanches.
Embalagens com personagens significam que o alimento é adequado? Mito.
Personagem é marketing, não selo de qualidade. Muitos produtos “com cara de criança” são ricos em açúcar, aditivos e ingredientes que atrapalham a rotina alimentar.
Na prática, o que fazer no dia a dia
• Leia rótulos com olhar simples: ingredientes e açúcar.
• Prefira alimentos reconhecíveis.
• Faça uma lista de compras curta e repetível.
Exemplo real de rotina
A criança pede “o do desenho”. A família cede para evitar conflito e isso vira padrão.
Quando vale procurar ajuda
Se comprar comida virou um campo de batalha.
Para levar para casa
• Estrutura dá segurança: rotina organiza fome.
• “Produto infantil” não é necessário.
• Marketing não substitui qualidade.
Se a rotina alimentar está caótica, com beliscos, conflitos e pouco apetite nas refeições, o consultório do NaCaZinha pode ajudar a reorganizar o dia a dia com leveza e estratégia.
Este texto faz parte da série Mitos & Verdades da Alimentação Infantil do NaCaZinha.
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